17. Por que a família?

17-questions-porQueixamo-nos da família, a amamos, sofremos por causa dela, mas na realidade não está ela nas raízes misteriosas da vida e de felicidade? A psicologia moderna pôs em evidência a necessidade de uma família cheia de amor para o desenvolvimento de uma criança.

  • É obvio que se chega a uma idade em que é normal tornar-se autônomo no que diz respeito à família: “Deixarás o teu pai e a tua mãe … !” (Gn 2,24)
    Assumir-se a si próprio é um sinal de maturidade. A crítica sistemática da família seria, no entanto, um sinal de adolescência prolongada: é um ponto de passagem em direção a uma verdadeira autonomia.
  • É verdade que podemos não estar de acordo com a educação que recebemos ou sentirmo-nos insatisfeitos com os limites da nossa família. Caricaturamos, por vezes, os seus defeitos. Talvez também tenhamos medo que os nossos amigos riam de nós, que os nossos pais não correspondam à imagem que nós gostaríamos que eles tivessem (ou riam da nossa própria imagem).
  • E contudo? Será preciso ir pesquisar o drama dos filhos de casais divorciados para descobrirmos que, apesar dos seus limites e defeitos, ter uma família é um tesouro?
  • Se somos portadores de alguma mágoa, deixemos que o tempo e que a maturidade façam o seu trabalho, e através do perdão ganharemos uma verdadeira liberdade em relação à família: nem a agressividade no relacionamento, nem o excesso de dependência que nos torna inibidos. Assim poderemos de uma melhor maneira chegar a construir a nossa vida pessoal. E a propormos, talvez, também uma “aliança” à nossa mulher, ao nosso marido.
  • Existe uma verdade acerca da família, que o cristão descobre para além das diferentes culturas – e que ultrapassa as dificuldades e os limites de uns e de outros. Este poder que o homem e a mulher adultos têm de dar a vida, não acaba com a concepção, com o trazer ao mundo. O “sim” do casamento é a pedra da fundação de uma comunidade de vida e de amor. Aí a criança vai poder desenvolver-se e descobrir uma personalidade única. Aí vão-se construir uma liberdade, um rosto e uma história.

Daí, um pequeno Homem vai lançar-se para a vida, para o amor, até à eternidade.
A Família não é, portanto, um círculo fechado. Ela é a base de toda a sociedade, de toda a fraternidade…

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Eu tinha 19 anos quando o meu pai deixou a minha mãe para ir viver com outra mulher. Este fato perturbou-me profundamente. Logo no início culpei-me pelo sucedido. Preciso dizer que as únicas discussões de que fui testemunha entre o meu pai e a minha mãe tinham sido causadas por algumas das minhas atitudes de adolescente. Daí a concluir que eles se separavam por minha culpa, foi um passo… Compreendi mais tarde que não era nada disso, que eu tinha apenas revelado um problema que já existia na sua relação.
Além disso, tinha vergonha de ser filho de divorciados. Não ousava dizer a ninguém, nem mesmo aos meus melhores amigos, aquilo que se tinha passado em minha casa. Um grande medo se apoderou então de mim: poderia me casar? Quereria alguma moça alguém como eu?
Não estaria eu condenado a fracassar no meu casamento, uma vez que todos me diziam que eu era parecido com o meu pai?
Por essa altura encontrei uma moça e uma amizade nasceu entre nós, mas ainda faltava contar-lhe a triste verdade. Eu estava convencido de que isso seria o fim da nossa relação…
Para meu grande espanto ela disse-me simplesmente: “Como deves ter sofrido!”
Foi o princípio da minha cura.

Alguns meses mais tarde declarávamos o nosso amor… enfim. Para dizer a verdade, foi ela quem deu os primeiros passos, pois o medo de um fracasso ainda me paralisava.

Depois casamos e fundamos uma família. Hoje temos cinco filhos. O amor e a confiança da minha esposa ajudaram-me a curar os meus medos e a ver a experiência da separação dos meus pais de outra maneira que não a de uma fatalidade. Agora estamos casados há vinte anos. Juntos educamos os nossos filhos. Juntos tentamos dar-lhes o melhor de nós mesmos. Juntos testemunhamos-lhes o nosso afeto – enquanto o meu pai sempre tinha sido muito reservado nesse campo.
A minha esposa e os meus filhos fizeram-me descobrir que eu podia ser verdadeiramente esposo e pai, na alegria e sem medo.

Vincent

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