O que é o Santo Sudário de Turim?

sindone-torino-wikicommons
Giuseppe Enrie, 1931, Public domain, via Wikimedia Commons

O Santo Sudário de Turim é um pano retangular de linho medindo aproximadamente 4,41 m x 1,13 m, tecido em padrão de espinha de peixe, no qual há uma imagem frontal e dorsal de um homem crucificado e torturado que apresenta marcas e feridas semelhantes às sofridas por Jesus de Nazaré.
É conservado em Turim (Itália), na Catedral.
Ao redor da imagem encontram-se duas linhas pretas, bem como vários reparos e marcas causados por um incêndio em Chambéry, na França, onde era conservado em 1532.

O Santo Sudário de Turim é comumente associado ao pano que se acredita ter sido usado como mortalha para envolver o corpo de Jesus. Apesar dos numerosos estudos realizados até agora, ainda não existe um consenso unânime sobre a autenticidade do Sudário nem sobre a explicação da formação da imagem nele presente, que recorda fielmente os acontecimentos descritos nos Evangelhos.
No Sudário é visível a imagem de um homem cuja condição de morte é identificável, assim como a causa da morte: a crucificação.
A imagem apresenta algumas dificuldades de interpretação devido à inversão dos tons claros e escuros, semelhantes aos de um negativo fotográfico; no entanto, distinguem-se algumas características, como a rigidez cadavérica e a ausência de qualquer sinal de putrefação. Observam-se também numerosas marcas de flagelação no corpo e contusões nos ombros causadas pelo carregamento da cruz.
Vêem-se claramente as marcas dos pregos nas mãos e nos pés, numerosas feridas perfurantes na cabeça e uma grande ferida no lado esquerdo (no Sudário, portanto, no lado direito do homem envolvido).
O Sudário apresenta todos os acontecimentos que precederam a crucificação:
a flagelação, os golpes no rosto, as marcas da coroação de espinhos na cabeça, o uso de pregos para a crucificação, as feridas nas mãos e nos pés e, por fim, a ferida causada pela lança de um dos soldados.
As suas pernas não foram quebradas, de acordo com a profecia registrada no Livro do Êxodo 12,46 e citada no Evangelho segundo São João 19,36: «Isto aconteceu para que se cumprisse a Escritura: “Nenhum dos seus ossos será quebrado”.»
No tecido do Sudário observam-se dois tipos de manchas de sangue, identificadas como sangue humano do grupo AB, distinguidas conforme o momento em que o sangue saiu do corpo: antes da morte e depois da morte (sangue cadavérico).
A Igreja Católica não reconhece o Santo Sudário como milagroso, mas permite a sua veneração como relíquia ou ícone da Paixão de Jesus.
João Paulo II:
«Como não se trata de uma questão de fé, a Igreja não tem competência específica para se pronunciar sobre estas questões. Ela confia aos cientistas a tarefa de continuar a investigação para encontrar respostas adequadas às perguntas relacionadas com este Sudário que, segundo a tradição, teria envolvido o corpo do nosso Redentor quando foi descido da cruz.
O que importa sobretudo para o crente é que o Sudário seja um espelho do Evangelho. Com efeito, se se medita sobre o Santo Sudário, não se pode ignorar o facto de que a imagem nele presente tem uma relação tão profunda com aquilo que os Evangelhos narram sobre a Paixão e a morte de Jesus, que toda a pessoa sensível se sente interiormente tocada e comovida ao contemplá-lo.»

Paolo Botti

© Tutti i diritti riservati. Riproduzione consentita solo chiedendo permesso a info@amicidilazzaro.it
(non verrà concesso a siti con pubblicità/ads o per usi commerciali)

© All rights reserved. Reproduction allowed only with permission from info@amicidilazzaro.it
(it will not be granted to sites with advertising/ads or for commercial uses)

Ferruzzi_Reproduktion

Acto de entrega a Maria – Papa Francisco

love-3061483_1280

Como podemos ter certeza de amar alguém de verdale? (2)